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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Imbecis!

          As pessoas são imbecis. Todas as pessoas são imbecis. E eu sei tão bem que as pessoas são imbecis, que eu sei um a um, a reação que teriam se lessem isso.
          Conclusão: as pessoas são imbecis.
          Eu também sou uma pessoa, portanto, eu também sou imbecil. Se eu disse que todas as pessoas são imbecis, eu não poderia ser a única a não sê-lo.
          Não quero ter as reações que as pessoas esperam de mim. Ninguém faz isso, ninguém se preocupa com os outros.
          Esse é o círculo no qual vivo e, apesar de generalizar a imbecilidade no mundo, eu sei que essa imbecilidade faz parte só do meu mundo, das pessoas que  me cercam; mas, talvez, essa imbecilidade esteja nos olhos de quem vê. Isso não muda nada.
          E em meio a tantos planos, em meio a tantas ideologias e princípios eu me perco do meu eu. Mas será que eu já achei o meu eu alguma vez? Bem, pela lógica, ninguém pode perder o que não achou...
          Contudo, posso estar o mais perdida o possível, mas jamais irei me perder nas utopias desses imbecis.
          Imbecis!
          Mas em momentos de motin interior eu prefiro me calar... me calar para não me arrepender.
          Imbecis!

Manoela Brum

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O mundo é muito maior do que isso

           Agora pare. Pense em tudo o que tu já viveste; relembre cada lembrança, revivendo as emoções do momento; veja o quanto já foi vasta a tua vida até hoje; capte a imensidão do que digo... Agora pense em todos os filmes, em todas as observações, em todas as conclusões que já tiveste, em tudo que já aprendeste em cada situação da tua vida; é muita coisa, não é? Tu estás certo de que não se lembraste de tudo, correto?Pois bem... Venho dizer-vos que o mundo, é muito maior do que isso... Não encare isto como um clichê, pois procurando no ponto mais profundo da frase, talvez encontre mais do que simplesmente pensas que entende ao lê-la.
          No filme “Poder além da vida”, o personagem Sócrates (Nick Nault) demonstra exatamente o que quero dizer. Ele ensina o que é viver um momento. Todos achamos que sabemos viver certos momentos, pois há certos momentos que são tão importante para nós, e sabemos disso, que vivemos ele extremamente, nos dedicamos ao máximo para vivê-lo e curti-lo. E ainda assim não estamos sabendo viver aquilo... Na verdade, sei que é difícil de entender exatamente o que estou querendo dizer, pois até eu mesmo não entendia exatamente o que era isso. Quando vi o filme, entendi que o que ele (Sócrates) estava querendo mostrar deveria ser maravilhoso, mas eu não conseguia nem imaginar aquela sensação, apenas achava que seria muito bom alcançar aquilo, porém não sabia se o conseguiria, e até que ponto aquilo é realmente real, possível.
          Consegui ter essa noção hoje, quando voltava da aula e um passarinho voou em minha frente. Eu já parei para observar muitos passarinhos voando, até em situações mais belas que a de hoje, porém a de hoje foi diferente. Eu senti, o que Sócrates tentava ensinar Dan a sentir, a perceber com detalhes tudo o que acontece à sua volta naquele momento. Isso parece pouco e inútil mas... não há explicação... eu senti isso em uma fração de segundos hoje e já me sinto abençoada por isso... Gracias, por eu ter podido ter a oportunidade de sentir aquilo... é como se a minha áurea tivesse se expandido muito naquela fração de segundo, de tal forma que eu senti, não vi, nem ouvi, nem nada do gênero, eu realmente senti e tive consciência de tudo o que acontecia em minha volta naquele instante; eu senti, vi e percebi tudo o que estava a minha volta sem olhar para nada, absolutamente nada. Parecia que eu havia sentido o que os bichinhos a minha volta sentiram... parecia que meus olhos me olhavam de cima e me mostravam tudo o que há ali... Eu percebi que nós realmente não vemos tudo, mais que isso, que não vemos nada do que é o mundo... do que é a vida.
          Foi realmente apenas um instante, mas me trouxe uma compreensão eterna: A vida, é muito mais do que isso. Por isso, disse no início: Pense em tudo... mas a vida, é muito mais do que isso... A verdadeira vida, é muito mais do que isso.
Manoela Brum

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Meu silêncio... sinfonia de gritos de minha emoção.

O pensamento se solta... os dedos ágeis a digitar... o coração a palpitar... a dúvida... a dúvida que duvida o coração, se pensa com a mente ou com a emoção... deseja a emoção... e a garganta grita, implora por uma ocasião para falar... a razão oprime, oprime e obriga a calar... os dedos ágeis, ela faz parar... tudo torna a silenciar... o silêncio aterrorizante, alcançou o lugar... o paladar amargo, os gritos do silêncio, a visão que entristece, a vida se empobrece... o silêncio continua, e ouve-se apenas os gritos da emoção abafados pela razão, que conduz essa percepção no aparente silêncio do coração... na aparência de profunda determinação.


Manoela Brum


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Você não é submisso? Aah você é sim!!

           Seja a pessoa mais irresponsável que for, e mais insubmissa a todas as autoridades que possam existir, a uma ela está impreterivelmente subordinada. Fora de qualquer contexto religioso, onde se referiria a Deus; ou de qualquer situação inevitável, onde se falaria da morte, há ainda um outro senhor, uma outra situação, ou melhor, uma outra circunstância a qual todos estamos subordinados. Esta circunstância, não é o destino, mas determina tudo sobre o futuro de cada indivíduo e da humanidade como um todo. Falo aqui de um fator ao qual todos desde que nasceram estão subordinados; a referida circunstância manipula cada um e todos nós com uma sutileza odiosa; nos faz muitas vezes perder coisas que queremos muito, ou nem nos deixa alcançá-la; por outro lado, muitas vezes nos coloca em situações que nos trazem muitas satisfações; por vezes se veste de destino e faz algumas travessuras que nos deixa, ora em maus bocados, ora em situações alucinantes; pode nos trazer também o tédio... o sono... o pensar...  a vida ou a morte... Nos obriga a situações que possamos não estar afim, e, mesmo sem sabermos, agimos exatamente como “aquilo” quer que ajamos. O que será, este fator aparentemente tão soberano? Será que é tão impossível ultrapassá-lo? Manipulá-lo, enganá-lo? Muitos de nós pensamos que ao invés de agir de acordo com esta força, estamos fazendo com que ela aja de acordo conosco mesmo... Mas será que é isso mesmo que acontece? Será que, novamente, sutilmente, esta força não está fazendo com que ajamos como ela quer, pensando que estamos agindo de acordo com o que queremos ou achamos melhor? Talvez apenas fazendo com que nos adaptemos a ela... De qualquer forma, esta, não é uma força nem um ser maligno. Apenas age... age... age... com a mesma freqüência... frequência... frequência... sempre... sempre... sempre. Ontem... hoje... amanhã... depois, depois e depois... sempre no mesmo ritmo... sempre na mesma freqüência...
         É natural, não é maligna, não pensa... apenas faz o que está para fazer... anda. Esta circunstância, fator, situação ou senhor, enfim... é o tempo e, nós estamos impreterivelmente subordinados e ele. Nada que ele não quer que você faça você vai conseguir fazer. Se o tempo diz que não, não. Você simplesmente não consegue ir contra o tempo, você pode querer mais que tudo na sua vida sair de um local as 10:00hs, por exemplo, e chegar em outro as 10:15hs, que se o tempo disser "não", você não vai conseguir chegar a esse lugar a esse tempo, mesmo que a distância permita. A única forma seria, como já visto em alguns filmes e desenhos, congelar tudo no momento em que você quer, de formas que apenas você fique livre para fazer o que quiser. Aí você não será mais vítima do tempo. O dia que você conseguir fazer isso vai poder se considerar a pessoa mais importante do mundo! 

Manoela Brum

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

UM LUGAR NO ALÉM-MAR

Para além dos horizontes

Eu quero planar,

Nadar pelos ares

Pelos mares, voar.


Ilhas perdidas, irei encontrar.

Com verde na flora,

Com verde no mar,
 
Onde aves benditas, afofam o ar.


E no quase além-mar

O azul vem tomar,

Numa festa de cores

Trazer o alegrar.


E os peixes felizes, de lá vêm brincar

Como bichos selvagens,

Com pureza a exalar.


As árvores esbeltas,

Ao céu, esconder

Onde aves libertas

Os seus ninhos, vem fazer florescer,

E embelezar a floresta,

E o sonoro envolver.


Mais adiante prossigo

E o céu nunca acaba

Mas o limiar apressado

Me deixa de lado

E as estrelas, para casa

Me levam, guiado.


Manoela Brum e Amigo Espiritual

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

...

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Sim eu queria gritar.
Mas gritar para quê, se não resolveria nada?
Se gritar não me daria momentos que eu quero,
E os que não quero, também não me tiraria?
Para que gastar tempo, voz e energia por algo que não adiantaria?
Há os que dizem que nada é em vão.
Mas para que serviria um mero momento de demência passageira?
Para escrever um poema talvez...
Mas isso continua não mudando nada.
Agora minha gata arranhou um cachorro da rua,
E meus cachorrinhos estão desesperados latindo...
...que queridos...!
Nos últimos dias,
Eu tenho visto mais graça em ser um animal...
Pois, talvez a irracionalidade seja mais divertida do que a humanidade atual.

sábado, 17 de setembro de 2011

O trágico quadro de quem passa a vida buscando reconhecimento

Assisti na noite passada mais um episódio da série “CSI Investigação Criminal”. O episódio de ontem mostrou o trágico quadro de alguém que passou a vida toda buscando reconhecimento por suas obras e, não conseguindo jamais, apelou para a prática de matar pessoas transformando-as em "arte". O que o vivente fazia era pegar pessoas que segundo ele não eram nada e transformá-las em algo belo, como disse, matando-as com ataque cardíaco em decorrência de asfixia por uma solução com gás carbônico; dessa forma, as pessoas morriam e tinham seus músculos enrijecidos. Ficavam, então, por dez horas na posição em que haviam morrido. Assim, o artista assassino os modelava da forma como queria, com posições naturais, do dia a dia. Sua arte, segundo ele, era para que ele fosse lembrado, pois ele havia passado a vida inteira buscando reconhecimento e nunca havia conseguido. Agora, ele o teria conseguido.
A questão que venho comentar é o extremo que chegam as pessoas que buscam reconhecimento em tudo o que fazem. Argumentariam alguns que é necessário o reconhecimento por nossas ações e obras, pois isso estimula a continuidade do trabalho. Sem dúvida é agradável recebermos reconhecimento por nossas obras, mas isso é realmente necessário? Um dos grandes gênios da nossa história se incomodava com isso e dizia que sua maior qualidade era “trabalhar muito e ser teimoso como uma mula”, palavras dele. Sim amigos, estamos falando de nosso querido Albert Einstein, um homem de jamais quis reconhecimento, que deixou o que deixou para a humanidade por simplesmente achar que o universo dos infinitamente pequenos não era exatamente como as fórmulas de até então determinavam. Mas ele jamais quis reconhecimento, jamais quis dinheiro pelo que fazia; ele, que quando foi trabalhar nos estados unidos, respondeu, quando lhe perguntaram o que precisaria em seu escritório para trabalhar: “Uma escrivania ou mesa, uma cadeira, lápis e papel. Ah, e um grande cesto de lixo, para que eu possa jogar nele todos os meus erros”. Este homem, meus amigos, passou grande parte de sua vida às ocultas, trabalhando e tendo como lazer o estudo das magníficas leis naturais. Por mais ou menos metade de sua vida ele não obteve reconhecimento algum, e isso o desanimou? Isso o revoltou contra a humanidade? De forma alguma. Ele apenas fazia o que gostava, e com certeza, o que fora, soberanamente, designado para fazer. Mas e nós? O que faríamos se trabalhássemos uma vida inteira e não obtivéssemos reconhecimento algum sobre nossas obras?
Trouxe aqui, dois exemplos: o primeiro, uma mente doente que passou sua vida buscando o reconhecimento e chegou a um ponto obsessivo; e o segundo, um grande homem que viveu sua vida da forma mais genial que pudesse viver, deixou algo grandioso para a humanidade, mas nunca deixou sua humildade e sua preocupação social de lado. Um exemplo para todos nós.
Então, caros leitores, não passemos nossa vida esperando algo dos outros, reconhecimento ou qualquer ação que seja, sejamos humildes acima de tudo, e vivamos nossa vida com o desprendimento necessário para cumprirmos o que temos de cumprir, seja a grande missão da chefia de um lar e a formação de homens de bem, seja a igualmente grande missão de governar um país ou deixar/iniciar algo de bom para a sociedade.
Manoela Brum